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Trust me I´m the Doctor

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Apesar do título sugestivo, eu não irei falar sobre Doctor Who. O doutor (ou melhor, doutora) em questão sou eu mesma.

Ainda que eu não tenha uma Tardis, vocês já podem me chamar de doutora! No dia 25 de abril deste ano, eu defendi minha tese de doutorado e conquistei o título de Doutora em Humanidades, culturas e artes.

Brincadeiras e referências à Doctor Who a parte, o dia da defesa foi um dos melhores dias da minha vida. Mesmo com todo nervosismo, ansiedade e, claro, medo, esse dia foi muito melhor do que eu poderia imaginar.

Sobre a tese

Na minha tese, que tem como título “Tecendo e destecendo: as representações femininas nos contos de fadas da tradição e de Marina Colasanti”, eu abordei a questão da representação feminina nos contos de fadas da tradição e de que forma essas representações se alinham com a ideologia patriarcal. Em contra ponto, abordei os contos de fadas colasantianos, como revisionistas, e de que forma essas narrativas, por meio das representações das personagens femininas, desconstroem os papéis de gênero e fazem parte do enfrentamento da violência simbólica (criadora de crenças naturalizadas de gênero para sustentar o patriarcado).

Diante disso, recorri à teoria crítica feminista anglo-saxônica que está bastante ligada aos estudos literários e trabalha com a crítica às representações da mulher na literatura e também com questões de revisionismo do cânone. Além disso, travei diálogos com a história, literatura, sociologia e estudos culturais.

Admito que minha tese foi beeeemmm feminista!

A recepção do trabalho pela banca foi muito boa, muito boa mesma. Elogiaram minha escrita e fui chamada até de Sherazade pela minha capacidade de enlaçar as pessoas na minha escrita. Por isso esse foi, para mim, o melhor elogio.

Outrossim, fizeram vários elogios sobre as diversas interpretações que fiz e sobre a riqueza do meu trabalho, sendo considerado pelo banca um trabalho de referência com indicativo para publicação.

Sobre o momento em que me tornei doutora

Acho que dizer que eu estava nervosa vai parecer clichê. Enfim, nem preciso dizer o quanto eu estava nervosa.

Minha família, lógico, estava presente. Até mesmo meu pai veio de São Paulo para me ver. Além disso, estava presente também uma ex-professora minha, que me deu aula na antiga 6ª série.

Mesmo diante a uma sala lotada, sob o olhar da banca que me avaliava, eu não gaguejei. Depois da defesa, um colega da minha irmã disse que eu tenho fôlego de ópera.

Quando digo aos que assistiram à banca que naquele instante eu estava transbordando nervosismo, ninguém acredita. Acho que foi um caso de “possessão acadêmica” porque me senti tão segura que eu nem parecia estar falando para uma sala cheia.

Na verdade, acho que eu de fato estava preparada para defesa. Enfim, posso dizer, que sou doutora (ainda estou tentando me acostumar com a importância desse título!).

Fiquei muito satisfeita com o meu trabalho. Além disso, serei sempre grata aos meus orientadores, às professoras componentes da banca e, claro, a minha família e a cada um dos meus amigos nessa trajetória.

PS: Ainda teve um bolo lindo que minha irmã mandou fazer para comemorar. Não só estava bonito, como também delicioso!

Fotos

Quem vê esse sorriso, não sabe o quanto eu estava tremendo por dentro

Eu e minha família

Bolo lindo que minha irmã encomendou para mim

Eu, a banca examinadora e meu orientador

Espero, em breve, trazer novidades sobre a minha tese no formato livro!

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